Fintechs, healthtechs, lawtechs: conheça as principais categorias de startups

Fintechs, healthtechs, lawtechs: conheça as principais categorias de startups

Startups se tornaram um modelo de negócio muito promissor no Brasil. São mais de 13 mil empresas do tipo espalhadas por 692 cidades do país, conforme levantamento do Google for Startups realizado em 2021. Assim como qualquer outra empresa, esse tipo de negócio voltado à tecnologia está presente em diversos setores. A possibilidade de otimizar o core business e a lucratividade levaram as startups a muitas áreas do conhecimento. 

Conheça as principais categorias do negócio:

  • Agrotech: É a startup que lida com os setores de agricultura, pecuária ou agropecuária. Ela atua usando a tecnologia para otimizar a produção rural, mas não apenas no maquinário, e sim na parte estratégica. Há vários segmentos em que uma agrotech pode investir. De acordo com o relatório Radar AgTech 2020/2021, a maior parte das startups brasileiras do segmento investe em inovação e tendências na alimentação, sistemas de gestão da propriedade rural, plataformas integradoras de sistemas, marketplaces e plataformas de negociação. Atualmente, o  Brasil conta com 1.574 agrotechs.

 

  • Cleantech: O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) trouxe números alarmantes sobre as consequências das ações (e negligências) de indústrias e governos com relação ao meio ambiente. Afirma o documento que o melhor cenário é que haja um aumento de apenas 1,5ºC na temperatura do planeta nas próximas décadas. Um aumento 2ºC já proporcionaria uma série de gravidades climáticas, como enchentes, longas secas, problemas na produção agrícola e impactos negativos na saúde. Neste cenário, entram as cleantechs, startups desenvolvedoras de soluções que reduzem o impacto ambiental de indústrias e sua pegada de carbono (quantidade de gases tóxicos emitidos) na atmosfera. Elas levam práticas mais sustentáveis em diversos segmentos, como o desenvolvimento de carros elétricos, geração, transmissão e distribuição de energia com foco em soluções alternativas, produção com recursos renováveis e controle de índices ambientais. Até 2020, havia 136 startups de tecnologia limpa no Brasil.

 

  • Construtech e proptech: Construtechs são as startups que atuam em todos os pontos da construção civil (pré e pós-obra, canteiros, orçamento e equipes, por exemplo). Além de otimizar os processos da própria construtora, a construtech agiliza a relação com mineradoras, empreiteiras, incorporadoras, arquitetos, engenheiros e o consumidor final. Já as proptechs são startups voltadas para o mercado imobiliário. Suas tecnologias são voltadas, principalmente, para facilitar a vida de quem deseja adquirir um novo imóvel. Elas facilitam a comunicação entre vendedores e potenciais compradores, agilizam visitas a apartamentos por videochamadas e permitem a assinatura da escritura de uma propriedade de forma totalmente digital. Em 2021, foram rastreadas 839 startups atuando ao longo de todo ciclo de projetos, construção, aquisição e uso de propriedades.

 

  • Edtechs: Assim como outros segmentos, a educação brasileira também precisa de soluções tecnológicas para seguir avançando. As educational tecnologies (edtechs) unem o desenvolvimento tecnológico aos stakeholders do processo educacional, sobretudo professores, gestores e alunos. Isso implica desde o desenvolvimento de aplicativos para o ensino de matemática ao ensino básico até masterclasses voltadas a executivos. Até 2020, foram mapeadas 566 edtechs no Brasil.

 

  • Fintech: As fintechs são as startups mais bem-sucedidas no solo brasileiro. Segundo pesquisa feita pela fintech alemã Mambu, o país é o maior ecossistema da América Latina para o surgimento dessas empresas — e São Paulo é a quarta maior cidade no mundo nesse segmento. Por fim, o número de fintechs unicórnios (com uma avaliação acima de US$ 1 bilhão) pulou de 61 em abril de 2020 para 108 em apenas 12 meses. Fintechs ou financial technologies são startups voltadas ao setor de serviços financeiros. Geralmente, elas facilitam soluções já consagradas, mas que demandavam tempo do consumidor: bancos digitais, empréstimos, seguros e cartões de débito e crédito são alguns exemplos.

 

  • GovTech: Em um contexto geral, esta categoria engloba estruturas, recursos e tecnologias voltadas à modernização do setor público — incluindo, claro, startups. As govtechs têm o objetivo de impactar as políticas públicas proporcionando melhorias efetivas à vida dos cidadãos. Embora ainda sejam novas no mercado brasileiro, as govtechs têm agora incentivo legal para suas criações. O Marco Legal de Startups, em seu art. 3º, inciso VIII, propõe o “incentivo à contratação, pela administração pública, de soluções inovadoras elaboradas ou desenvolvidas por startups, reconhecidos o papel do Estado no fomento à inovação e as potenciais oportunidades de economicidade, de benefício e de solução de problemas públicos com soluções inovadoras”. Uma das principais características de uma startup é a escalabilidade, ou seja, a capacidade de crescimento e aquisição de novos clientes. Com uma govtech, no entanto, o cenário muda: em vez de novos clientes, a ideia é trazer tecnologias efetivas para que o governo melhore a vida dos cidadãos.

 

  • Healthtech: É a categoria de startups voltadas para a área da saúde. No Brasil, a maior parte das healthtechs se dedica à gestão de clínicas, hospitais e laboratórios, seguidas por acesso à informação, telemedicina e farmacêutica. Segundo o relatório Distrito HealtTech Report 2020, há 542 startups da categoria no Brasil — metade delas com menos de cinco anos de atuação.

 

  • HR Techs: São empresas disruptivas voltadas para os recursos humanos de empresas. Todos os seus produtos são desenvolvidos para otimizar os processos do setor. Essa melhoria, porém, também se reflete entre os colaboradores. Elas democratizam a  tecnologia para que profissionais de distintas organizações possam aprimorar seu trabalho. Uso descomplicado de Big Data, sistema de gestão, testes online, treinamentos com realidade aumentada, automação de processos e até gamificação entram no meio.

 

  • Lawtech: Também chamada de legaltech, uma lawtech é uma startup que desenvolve soluções para o mercado jurídico, como softwares de extração de dados públicos e gestão de escritórios. Segundo a Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L), até janeiro de 2020 o país contava com  mais de 150 legaltechs. Uma pesquisa feita entre os Centros de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA) e a AB2L apontou que, em escritórios com mais de 100 advogados, 73% não utilizam os serviços das empresas inovadoras do segmento.

 

Experiência em consultoria e assessoria jurídica para startups

N Partners possui ampla experiência na estruturação jurídica de startups, tendo assessorado mais de 150 empresas nas mais diversas questões societárias, tributárias e contratuais. Questões essas, inclusive, essenciais para todos os empreendedores que desejam ter um pitch melhor estruturado para apresentar aos eventuais investidores.

Atuamos também com consultoria de Mergers and Acquisitions (M&A), mercado que está aquecido. Recentemente, aliás, assessoramos a startup Flex Interativa em uma fusão com a 42 Labs, incluindo assessoria jurídica para construção do deal e assinatura de contrato.

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